terça-feira, 7 de julho de 2015

TSE não vê provas para cassação de Dilma



Depoimentos ligando a campanha da presidente Dilma Rousseff de 2014 ao esquema de corrupção na Petrobras, por si só, podem não ser determinantes para cassar o mandato da petista, avaliam ministros do Tribunal Superior Eleitoral. Dois ministros da corte ouvidos pelo jornal O Estado de S. Paulo consideram que falas de delatores da "lava jato" podem ajudar as investigações eleitorais, mas são exigidas outras formas de prova para ligar a presidente ao escândalo. É preciso ter uma conjunção de provas — e não um só depoimento — para caracterizar o abuso de poder político e econômico e captação de recursos de forma ilícita na campanha de 2014.

Em entrevista ao programa Roda Viva, da TV Cultura, o ex-presidente do Supremo Tribunal Federal e do Tribunal Superior Eleitoral Carlos Ayres Britto afirmou nessa segunda-feira (6/7) não ver “perigo de golpe” contra a presidente Dilma Rousseff, caso as instituições de investigação atuem “nos marcos da Constituição”. “Eu não vejo perigo de golpe se as instituições controladoras do poder, o Ministério Público, a própria cidadania, considerada como instituição extra pública estatal de investigação, os tribunais de contas, se todas atuarem nos limites, nos marcos da Constituição não há que se falar de golpe”, disse. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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