terça-feira, 15 de setembro de 2015

Brigas e muita baixaria marcam as sessões da Câmara Municipal de Arcoverde


Se você pretende disputar uma cadeira em qualquer Câmara Municipal do País, nas eleições do ano que vem e quer ficar por dentro de tudo o que não se deve fazer no local carinhosamente apelidado de “A Casa do Povo”, basta assistir as sessões da Casa James Pacheco, na cidade de Arcoverde. Para facilitar, o “aluno” que não puder marcar presença nas sessões, que acontecem às segundas-feiras, pode acompanhar “as aulas” à distância pela Rádio Cardeal Arcoverde ou pelo site www.tvlw.com.br. A coisa tá tão séria, o nível tá tão baixo, que a atual legislatura está sendo considerada a pior dos últimos 20 anos. Ontem, o presidente da Casa, vereador Sargento Siqueira, traduziu bem a impressão que a população tem dos seus representantes: “Lá fora o povo diz que aqui é uma mundiça”.

Pra não fugir à regra, a sessão de ontem (15) bateu mais um recorde de baixaria. Duelos verbais entre vereadores foram mais uma vez a tônica da sessão. Quem assistiu foi obrigado a ouvir adjetivos como burra, fedorenta, doidos, corrupto, menino buchudo e outros mais.

O primeiro round foi entre os vereadores Warley Amaral e Luciano Pacheco, que acusou o colega de praticar nepotismo ao empregar a esposa e a sogra na Câmara. Segundo Luciano, Warley ainda teria viajado para Gramado, no Rio Grande do Sul, com a esposa às custas da Câmara. O vereador procurou se defender dizendo que a esposa do “colega” também foi à Gramado. Em sua defesa, Luciano confirmou a viagem da esposa, mas garantiu que tudo foi pago por ele e não pela Câmara, como teria feito o vereador Warley. Daí em diante o nível do debate despencou e chegou a níveis preocupantes.

Depois foi a vez de a vereadora Luíza Margarida tentar justificar a sua ausência na Sessão que marcou o julgamento e a aprovação das últimas contas do ex-prefeito Zeca Cavalcanti. Ela disse que não devia satisfação a ninguém. Já a vereadora Célia Cardoso, veterana na Casa e profunda conhecedora do legislativo, entrou em confrontou com a vereadora Cleriane Medeiros, que questionou leis e artigos sem muito conhecimento. Com os ânimos alterados, os debates desbancaram para o lado familiar e a polícia foi chamada para acalmar os familiares da vereadora Cleriane.

Se agora as sessões da Câmara estão nesse nível, imagine no ano que vem quando os vereadores tentarão renovar os seus mandatos. Não custa lembrar que eles não fazem nenhum tipo de prova para ganhar o direito de exercer um mandato de quatro anos, só precisam do seu voto. E aí?

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