
Se você pretende disputar uma
cadeira em qualquer Câmara Municipal do País, nas eleições do ano que vem e
quer ficar por dentro de tudo o que não se deve fazer no local carinhosamente
apelidado de “A Casa do Povo”, basta assistir as sessões da Casa James Pacheco,
na cidade de Arcoverde. Para facilitar, o “aluno” que não puder marcar presença
nas sessões, que acontecem às segundas-feiras, pode acompanhar “as aulas” à
distância pela Rádio Cardeal Arcoverde ou pelo site www.tvlw.com.br. A coisa tá tão séria, o
nível tá tão baixo, que a atual legislatura está sendo considerada a pior dos
últimos 20 anos. Ontem, o presidente da Casa, vereador Sargento Siqueira,
traduziu bem a impressão que a população tem dos seus representantes: “Lá fora
o povo diz que aqui é uma mundiça”.
Pra não fugir à regra, a sessão
de ontem (15) bateu mais um recorde de baixaria. Duelos verbais entre
vereadores foram mais uma vez a tônica da sessão. Quem assistiu foi obrigado a
ouvir adjetivos como burra, fedorenta, doidos, corrupto, menino buchudo e
outros mais.
O primeiro round foi entre os
vereadores Warley Amaral e Luciano Pacheco, que acusou o colega de praticar
nepotismo ao empregar a esposa e a sogra na Câmara. Segundo Luciano, Warley ainda
teria viajado para Gramado, no Rio Grande do Sul, com a esposa às custas da
Câmara. O vereador procurou se defender dizendo que a esposa do “colega” também
foi à Gramado. Em sua defesa, Luciano confirmou a viagem da esposa, mas
garantiu que tudo foi pago por ele e não pela Câmara, como teria feito o
vereador Warley. Daí em diante o nível do debate despencou e chegou a níveis preocupantes.
Depois foi a vez de a vereadora Luíza
Margarida tentar justificar a sua ausência na Sessão que marcou o julgamento e
a aprovação das últimas contas do ex-prefeito Zeca Cavalcanti. Ela disse que
não devia satisfação a ninguém. Já a vereadora Célia Cardoso, veterana na Casa
e profunda conhecedora do legislativo, entrou em confrontou com a vereadora
Cleriane Medeiros, que questionou leis e artigos sem muito conhecimento. Com os ânimos alterados, os debates
desbancaram para o lado familiar e a polícia foi chamada para acalmar os familiares
da vereadora Cleriane.
Se agora as sessões da Câmara estão nesse nível, imagine no ano que vem quando os vereadores tentarão renovar os seus mandatos. Não custa lembrar que eles não fazem nenhum tipo de prova para ganhar o direito de exercer um mandato de quatro anos, só precisam do seu voto. E aí?

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